
As questões de sustentabilidade, que se aplicam quer a nível de urbanismo, construção e reconstrução de Angola têm merecido o concurso dos arquitectos nacionais, sem o qual o crescimento urbanistíco do país não teria sentido.
Este ponto de vista foi defendido, neste domingo, pelo bastonário da Ordem dos Arquitectos de Angola, António Gameiro, quando falava à Angop e à Rádio Nacional de Angola, na cidade de Yeosu, na Coreia do Sul, na sua qualidade de coordenador do grupo de infraestrututas da Comissão Nacional da Expo.
Para António Gameiro, que respondia a uma questão que lhe foi colocada sobre a participação dos arquitectos angolanos nos diversos projectos nacionais, é necessario que exista uma orientação e planificação, até mesmo para a requalificação dos edifícios e espaços urbanos.
"É necessário que nos orientemos como é que as coisas devem ser feitas, porque eu digo sempre que a responsabilidade daquilo que se faz no país é dos angolanos e, em matéria de reordenamento do território, de urbanismo, de arquitectura, a responsabilidade é daqueles que estão ligados a estas materias, os arquitectos", defendeu.
Reconheceu que cada vez mais estes profissionais começam a ter uma participação activa em relação a estes aspectos, fundamentalmente na problematica do habitat, que coloca nã só a questão da habitação, mas também dos serviços, equipamentos e de todas as infraestruturas.
Portanto, referiu, "é necessário que aquilo que vamos construir comece a ser feito de forma planificada porque, independemente do facto de sermos nós ou não a conceber as coisas, devemos comecar a opinar de forma sustentavel e ninguém melhor do que os angolanos para fazer isso".
Relativamente a contribuição de arquitectos nacionais na construção do pavilhão de Angola na presente Expo, António Gameiro, informou que foram convidados a fazer parte do grupo que estava a trabalhar na sua concepção, que foi elaborado por uma empresa que não especificou.
Com o processo já a meio, o grupo de que é coordenador, deu o toque que tem a ver com a realidade angolana, nomeadamente a sua cultura e o modus vivendi e fazer coincidir este aspecto com aquilo que era o objectivo da Expo, ou seja, falar dos Oceanos e da utilização dos seus recursos de forma sustentável.
Explicou que preferiram tratar o edificio como uma fachada única, aonde o logotipo de Angola para a Expo é um conjunto de peixes.
"Resolvemos estiliza-los e fazer com que esta estilização fosse uma grelha que ficasse a frente das imagens ligadas ao mar, ligadas aquilo que nós estavamos a apresentar como fundo do pavilhão. O resto era seguir o projecto conforme estava concebido e procurando dar sempre aquele toque", esclareceu o arquitecto António Gameiro.
Fonte: ANGOP