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Tecnologia
Data de Publicação: 2013-04-04

Você se lembra de ter passado horas da sua juventude fugaz na frente da tela do computador, construindo cidades animadas e complexas, com bairros vibrantes, escolas, centros comerciais, indústrias, usinas de energia… só para todos serem destruídos por um asteroide imprevisto ou um OVNI?

Cotesia de Co.Exist

É isso mesmo – SimCity está de volta, com força total, com sua mais recente versão. Apesar da série de jogos existir desde 1989, SimCity certamente não está ficando menos interessante ou desafiadora, na verdade, fez uma transição de um mero jogo de computador infantil para uma simulação educacional que qualquer pessoa de qualquer idade pode aprender. O novo SimCity é sutil ao ensinar seus jogadores os prós e os contras de questões da vida real como as energias renováveis, a preservação dos recursos naturais e da cooperação entre cidades vizinhas – tudo dentro de uma interface virtual descontraída cujo destino repousa em suas mãos.

SimCity foi chamado como “inspirador de toda uma geração de teóricos urbanos”, de acordo com Co.Exist. The New Yorker disse, em 2006, que o jogo é “sem dúvida o trabalho mais influente de design urbano teórico já criado”, desafiando os seus jogadores a projetar e gerenciar uma simulação de cidade de sucesso com problemas da vida real em vez de apenas teorizar sobre uma. SimCity nos permite experimentar teorias urbanas e estratégias em um mundo virtual que realmente responde às nossas decisões de uma forma que reflete a realidade, fazendo-nos perceber que a criação de uma sociedade utópica, livre de problemas é praticamente impossível.

A última versão de SimCity mantém a maioria dos seus elementos anteriores, mas o que torna esta versão especialmente única é que ela possui a opção multiplayer, o que significa que os jogadores podem interagir e compartilhar recursos com as cidades de amigos. Isto implica que uma cidade não precisa ser perfeita para ter sucesso – é bom para uma cidade se especializar em apenas uma ou duas coisas, tais como mineração de carvão e indústria pesada, se tem boas relações com seus vizinhos que se especializam em algo a mais, como a produção de alimentos. Isso também significa que você dever ter alguém para confiar em momentos de necessidade – uma mão amiga que pode comprar ou vender uma mercadoria para beneficiar ambas as cidades, como resíduos ou energia.

Apesar de ser a característica que define o jogo, não se pensava em relações de vizinhança ao realizar um torneio organizado pela Co.Exist que reuniu alguns dos maiores pensadores urbanos da América para uma competição do SimCity. Seis equipes competiram entre si com o intuito de atingirem um “futuro urbano potencial, uma solução para o futuro das cidades”. No entanto, os resultados do torneio ficaram muito longe da meta original.

As equipes representaram MIT, KPF, OpenPlans, Studio Gang, Fast Company e Studio-X . Quase todos os grupos decidiram criar uma cidade que seria independente dos recursos energéticos finitos, bem como independente de outras cidades. KPF chegou para a competição com muita pesquisa, enquanto OpenPlans tirou ideias de membros de outros campos de atuação. Fast Company objetivou ser extremamente pragmático e estava satisfeito em ser “o grupo do controle”, enquanto Studio-X foi classificado como “agressivamente desinteressado em sustentabilidade” e “assumidamente oportunista”, construindo uma abundância de bordéis e estádios e cobrando dos moradores da sua cidade quantidades obscenas de dinheiro para cursar a faculdade.

Usando SimCity como o veículo, o torneio do Co.Exist  produziu resultados interessantes e informativos sobre planejamento da cidade. Cada equipe cometeu erros antecipados de  planejamento que permaneceram com eles durante todo o jogo, definindo a economia, a cultura e a aparência de sua cidade. Por exemplo, as cidades que investiram em energias não renováveis como uma estratégia  ”temporária” para manter as suas cidades funcionando, acharam extremamente difícil desabituar-se fora desta máquina de fazer dinheiro sujo mas viciante.  Ao incentivar os jogadores a tomarem fazer decisões imediatas, SimCity banaliza a importância de certas políticas públicas, tais como o investimento na educação e energia renovável.

O Co-Diretor  do Studio-X, Geoff Manaugh disse que dentro do jogo “não se tem uma conseqüência negativa. Eu estava alegre e feliz construindo infra-estrutura de carvão e descobrindo maneiras de obter óleo do solo mais rápido. Eu pensei que o jogo ia nos fazer sentir culpados, mas isso não aconteceu. Parecia haver um viés não-liberal“.

Isto é exatamente o que Stone Librande, designer do jogo, tinha como intenção. “Ele foi projetado para fazer os jogadores tomarem decisões insustentáveis. Queremos que as pessoas entendam por que isso acontece no mundo real. Se o jogo o puxa para esse caminho que você sabe que é ruim e que está errado, você começa a entender por que fazemos coisas como a remoção das montanhas para obter carvão“.

E não importa quanto tempo você jogue e quanto você se esforce para fazer a cidade perfeita, a SimCity de Librande continuará desafiando o jogador e seus ideais. Este é o gênio do mal por trás do jogo e a razão pela qual os jogadores continuam jogando – se a utopia conseguisse ser alcançada, não haveria nenhum incentivo ou interesse para continuar. Porque não há sociedade na Terra que é verdadeiramente utópica, o jogo é um reflexo das forças positivas e negativas que levam o planejamento urbano, forças que são imprevisíveis e têm conseqüências duradouras que nós, como planejadores e arquitetos devemos enfrentar.

E se você estiver interessado em ter o jogo, clique aqui!

Referencias: Co.Exist (12), SimCity Website

Fonte: ArchDaily

Data de Publicação: 2013-04-03

Os arquitetos europeus Fabio Gramazio, Matthias Kohler e o pesquisador Raffaello D’Andre recrutaram uma série de robôs voadores – que mais parecem helicópteros – para levantar uma instalação arquitetônica, batizada de Flight Assembled Architecture.

O objetivo da obra é discutir o papel da arquitetura moderna em plena era digital de maneira inovadora. Os robôs, cada uma com quatro hélices, ergueram uma espécie de prédio de espuma, com 6 metros de altura e 3,5 metros de diâmetro.

Foram utilizados 1.500 blocos de espuma, perfurados por garras localizadas na parte inferior dos robôs, para melhor transporte do material. Para conseguir alocar um bloco sobre o outro, as máquinas arremessaram o material com certa força e velocidade no local escolhido.

O projeto começou a ser desenvolvido no início de 2011. Assista o vídeo com um trecho de como foi montada a estrutura.

Fonte: 3M

Data de Publicação: 2013-04-02

Em um esforço para enfrentar os desafios da mudança climática e aumento do nível do mar, a cidade de Roterdã começou a construir algumas estruturas flutuantes auto-sustentáveis.

© Eric Offereins

O primeiro projeto piloto é um catalisador para a mudança climática – a nível de teste- que consiste em 3 cúpulas interligadas e ancoradas no antigo porto da cidade holandesa. O pavilhão polivalente foi projetado pelos arquitetos DeltaSync y Publicdomain Architects e é um exemplo de arquitetura inovadora, sustentável e à prova do clima.

Com o objetivo de ser tornar a capital mundial de redução de CO² mediante a redução de 50% de suas emissões de carbono, Roterdã tem ambiciosos planos para adaptar-se ao nível do mar.

© Rotterdam.Climate.Initiative

A ideia é construitr uma comunidade de casas flutuantes e este pavilhão é seu primeiro protótipo, que atualmente é utilizado para exposições e eventos. O pavilhão atende à crescente demanda de abrigos à prova da mudança do clima, o mais flexivel e auto-suficente possível.

© Rotterdam.Climate.Initiative

A “bolha” fora encomendada a uma equipe de design em colaboração com arquitetos locais e de DeltaSync e Publicdomain. Construído por Dura Vermeer , as cúpulas flutuantes tem 3,7m de altura e a area total é equivalente a 4 quadras de tênis.

© Rotterdam.Climate.Initiative

O abrigo translúcido funciona através da energia solar e é construido de  plastico anticorrosivo ETFE, que é 100 vezes mais leve que o vidro e, por conseguinte, ideal para uma estrutura que deve flutuar. Mais sobre Rotterdam.Climate.Initiative no link.

Diagrama

Vía Inhabitat

Data de Publicação: 2013-04-01

Parece que o caminho rumo a um quotidiano mais high-tech é mesmo tendência e facto consumado para os próximos anos. Que tal a ideia de ter uma janela interativa na sua casa?

Isso mesmo! A Samsung apresentou na CES 2012, a Transparent Smart Window, mais um grande avanço para o nosso tão esperado mundo tecnológico. Com ela será possível transformar sua janela em desktop.

Está cada vez mais claro que caminhamos para um mundo de maior interação com telas e gadgets, como já foi apresentado no filme Minority Report, de Steven Spielberg, em 2002. Quem é que não vai querer fechar a janela como você poderá ver no vídeo acima? Welcome to the future!

Fonte: 3M

Funco" - Habitação tradicional difundida nas ilhas de Santiago, Fogo e Maio, com origem na África Continental, cuja construção é em pedra na forma circular com cobertura cónica em palha e sem divisórias internas.