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Tecnologia
Data de Publicação: 2013-02-05

Agência Espacial Europeia estuda a hipótese de construir uma base habitada na Lua com materiais locais, usando a tecnologia da impressão em 3D.

Antevisão da base lunar habitada da Agência Espacial Europeia: a impressão 3D permite construir estruturas complexas que as tecnologias convencionais não alcançam

A tecnologia da impressão em 3D já produziu estruturas completas na Terra, mas a Agência Espacial Europeia (ESA) quer agora aplicá-la à construção de uma base habitada na Lua em parceria com várias empresas, incluindo o ateliê do arquiteto britânico Norman Foster.

A base seria composta por várias cúpulas insufláveis cobertas por camadas de regolito (solo lunar) impressas em 3D e colocadas por robôs, que funcionariam como um escudo para proteger os seus habitantes contra as radiações espaciais e os micrometeoritos.

"A impressão em 3D oferece meios potenciais para facilitar a colonização da Lua com reduzido apoio logístico da Terra", afirma Scott Hovland, membro da equipa de voos espaciais humanos da ESA, acrescentando que esta tecnologia deve ser considerada pelas agências espaciais nas suas estratégias de exploração de outros mundos.

Construir na Lua com uma impressora 3D

Imprimir camadas de materiais

Também conhecida por prototipagem rápida, a impressão 3D é uma tecnologia digital de fabricação em que um modelo tridimensional de um objecto sólido desenhado em computador é construído por impressão de sucessivas camadas do mesmo material ou de diferentes tipos de materiais.

A impressão 3D é, assim, conseguida usando processos de fabricação aditivos, sendo muito usada na arquitectura, construção, engenharia civil, design industrial e nas indústrias de moldes e componentes automóveis, equipamentos médicos e dentários, calçado, joalharia e aeroespacial.

A ESA já produziu, com os parceiros industriais deste projeto, uma estrutura celular oca com 1,5 toneladas de peso para demonstrar as vantagens da impressão 3D na construção dos edifícios da futura base lunar.

Resistir a climas extremos

"A nossa habitação lunar segue a mesma lógica das construções que desenhamos para resistirem a climas extremos na Terra, onde exploramos as vantagens ambientais dos materiais locais e sustentáveis", explica Xavier De Kestelier, especialista da Foster + Partners.

Enrico Dini, fundador da Monolite, a empresa que participa no projeto com uma grande impressora 3D, esclarece por sua vez que o processo de fabrico passa, a nível experimental na Terra, por "misturar material lunar simulado com óxido de magnésio, que o transforma em 'papel' que depois podemos imprimir".

A impressora da Monolite consegue construir estruturas de dois metros por hora, mas Enrico Dini prevê que a próxima geração de impressoras permitirá atingir os 3,5 metros por hora, "fabricando um edifício completo em uma semana".

Fonte: Expresso
Data de Publicação: 2013-02-02

Foi Helena, a mãe do arquiteto, que o motivou a executar este projeto. Ela havia se mudado para a selva costarriquense para fugir dos centros urbanos e  construiu sua casa com base em restos de madeira, bolsas plásticas e outros materiais recicláveis.

Casa sustentável inteiramente feita de bambu e outros materiais naturais, na selva da Costa Rica.

Para melhorar a qualidade de vida de Helena, García Saxe idealizou esta casa de bambu, para que ela vivesse melhor, mas de maneira que a estrutura da casa ainda mantivesse uma relação íntima com o meio ambiente.

A construção tem dois módulos. Um quarto separado da cozinha, e uma sala de estar de frente a um pátio aberto. Os espaços foram projetados para se manterem  constantemente ventilados e com grande iluminação natural. Além disso, a construção inteira é protegida do calor do sol graças ao formato do telhado.

A fundação é feita de concreto e sua estrutura é de aço, a casa é formada por anéis de bambu e a cobertura é feita de lona,proporcionando sombreamentos e proteção a casa toda.

Para García Saxe, era importante que o quarto da casa tivesse um espaço aberto, pelo qual fosse possível ver a lua. Desta maneira, Helena poderia dormir sob o céu aberto, porém de maneira segura e protegida.

Fonte: Ciclo Vivo

Data de Publicação: 2013-02-02

A cada dia descobrimos uma nova utilidade para os resíduos que produzimos. Prova disso é o reuso da garrafas. São inúmeras coisas que podemos fazer através da reciclagem deste produto.

A artesã boliviana Ingrid Vaca Diez desenvolveu uma técnica para construir casas com as garrafas. Algo improvável, que pode ser a solução para a moradia de famílias de baixa renda.

A ideia surgiu após uma conversa com uma garota de seu povoado. Sensibilizada com a história da menina, Ingrid decidiu testar a utilidade das garrafas para a construção. Ingrid tinha como intenção dar aos necessitados a possibilidade de obter e elaborar com seus próprios recursos um lugar digno para viver. Como a artesã guardava muitas garrafas em sua casa, por conta do artesanato, o material já estava em mão para colocar em prática sua ideia inovadora.

Para construir uma "Casas de Botellas" (casas de garrafas) é necessário, garrafas PET, garrafas de vidro, cimento, cal, areia, cola, sedimentos, resíduos orgânicos, aros e glicose. A primeira casa edificada por Ingrid teve 170m² e nela foram utilizadas 36 mil garrafas plásticas de dois litros.

As garrafas, recheadas de resíduos e sedimentos diversos formam as paredes, que após amarradas, são fixadas com cal e cimento. Como a casa criada por Ingrid se tornou um projeto social, os outros materiais necessários para o acabamento, inclusive os móveis, são doados por empresas ou instituições regionais.

Hoje, o projeto já se expandiu por quatro países da América Latina. Foram construídas seis casas na Bolívia, uma na Argentina, duas no Uruguai e outra está em processo de construção no México. A equipe é sempre auxiliada por pessoas das próprias comunidades. Existe o projeto de construir mais 20 casas, somente na Argentina. Para que dessa forma, a oportunidade de oferecer um lar digno às pessoas que não possuem boas condições financeiras seja expandida por toda a América.

Fonte: Ciclo Vivo

Data de Publicação: 2013-02-01

Os contêineres velhos se tornaram uma ótima opção para substituir pequenas construções. O Shopping das Franquias tem aprimorado essa ideia no Brasil, o foco da empresa pioneira é transformá-los em lojas.

Através de algumas reformas, os contêineres podem ser adaptados às necessidades de qualquer cliente. A empresa especialista compra todos os contêineres diretamente das empresas transportadoras. Eles garantem que a transformação pode ser inteiramente sustentável, já que os acessórios usados para o design interno podem ser provenientes de material reciclado.

O fundador do Shopping das Franquias, Luis Renato Bischoff, explica que tudo depende do tipo de negócios que será desenvolvido no espaço. Em relação aos materiais, ele diz: "Podemos fazer um provador com PET ou usando partes de orelhões descartados, por exemplo". As opções são as mais diversas possíveis, tudo depende da escolha do cliente.

Além de serem ecologicamente corretos, os contêineres são ótimas opções para aqueles que estão iniciando seus próprios negócios, devido aos baixos custos. Eles também são extremamente adaptáveis e podem ser instalados em quase todos os lugares e ainda deixam as lojas totalmente diferenciadas dos padrões tradicionais de arquitetura e design. Com informações da Revista Sustentabilidade.

Fonte: Ciclo Vivo

Funco" - Habitação tradicional difundida nas ilhas de Santiago, Fogo e Maio, com origem na África Continental, cuja construção é em pedra na forma circular com cobertura cónica em palha e sem divisórias internas.