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Arca: Edifício auto-sustentável e resistente a desastres naturais
Data de Publicação: 2011-02-10

Tem 14 mil metros quadrados, pode albergar 10 mil pessoas e ser construída em qualquer parte do mundo - tanto em terra, como no mar.

Um edifício à prova de catástrofes naturais, capaz de resistir as demais intempéries e auto sustentável. Este é o projecto do arquitecto russo, Alexandre Remizov, baptizado de Arca, foi concebido em parceria com a empresa alemã Remistudio. Bastante adequado para atender à "Arquitetura de Auxílio contra Desastres", um programa lançado pela União Internacional de Arquitetos.

Remizov defende que esta inovadora casa pode resistir a terramotos, maremotos, furacões e outro tipo de fenómenos naturais (graças ao facto de a estrutura ser feita de arcos de madeira e cabos de aço). Tem 14 mil metros quadrados, pode albergar 10 mil pessoas e ser construída em qualquer parte do mundo - tanto em terra, como no mar.

O projeto prevê a produção de quadros pré-fabricados, permitindo construir uma frota de Arcas rapidamente. Visa fornecer aos moradores tudo o que é necessário para que eles sobrevivam a um desastre natural, inclusive flutuar no caso de uma "repentina elevação do nível dos oceanos". A Arca contém um sistema independente de suporte de vida, incluindo elementos que permitem assegurar o funcionamento de um ciclo fechado, mantendo a atmosfera interior isolada do exterior.

Construído em forma de concha, permite uma melhor distribuição do peso. Ao mesmo tempo possui um ambiente de estufa que ajuda na melhoria da qualidade do ar e no fornecimento de alimentos. Utiliza painéis solares e tem um sistema próprio de abastecimento de água.

A cobertura externa deve ser construída com uma película especial de ETFE (Etil tetrafluoretileno), um material forte e altamente transparente, autolimpante, reciclável e mais durável, mais econômico e mais leve do que o vidro. As películas são fixadas à estrutura principal por perfis metálicos especiais, que servem simultaneamente como coletores termossolares, para aquecimento de água, e como calhas para captar água da chuva. Coletores solares tradicionais, fotovoltaicos, são colocados dentro do edifício.

Segundo seus projetistas, o formato de cúpula com um rolamento central na forma de um tubo permite obter uma relação ótima entre o volume do edifício e sua superfície exterior, economizando materiais e garantindo eficiência no uso de energia. Todos os resíduos são utilizados no interior do edifício por queima ou por pirólise livre de oxigênio.

A forma da cúpula garante a acumulação do ar aquecido na parte superior do edifício. Esse calor é coletado em acumuladores de calor e em acumuladores elétricos e de hidrogênio, a fim de proporcionar um fornecimento ininterrupto de energia para todo o complexo, quaisquer que sejam as condições do ambiente externo. O calor do meio ambiente externo - do ar, da água ou do solo - também é utilizado. Em tempos menos cataclísmicos, o edifício pode produzir energia extra a ser fornecida para casas adjacentes e para meios de transporte "verdes".

Segundo os projetistas, a Arca pode ser construída em diferentes zonas climáticas e em regiões sujeitas a terremotos, porque a estrutura inferior tem a forma de uma concha, sem bordas ou ângulos. Em caso de terremoto, a estrutura flexível de arcos e cordas permite distribuir a carga ao longo de todo o edifício. Mesmo sendo construída em terra, a estrutura do prédio lhe permite flutuar no caso de enchentes ou de uma elevação cataclísmica do nível dos oceanos. A Arca, como seria de se esperar, pode se manter flutuando indefinidamente e manter seus habitantes de forma autônoma.

Para uma vida totalmente sustentável não poderiam faltar as plantas. O projeto já contém uma seleção de plantas para garantir beleza aos jardins, eficiência na manutenção do clima interno e produção de alimentos.

E, caso o cataclisma final não venha, os projetistas afirmam que o edifício pode ser facilmente adaptado a diferentes funções.

Fonte: DN / Inovação Tecnológica

 

 

 

 

Funco" - Habitação tradicional difundida nas ilhas de Santiago, Fogo e Maio, com origem na África Continental, cuja construção é em pedra na forma circular com cobertura cónica em palha e sem divisórias internas.