Uma equipe da universidade australiana de Wollongong (UOW), em colaboração com a empresa líder de engenharia naval Birdon Pty Ltd., desenvolveu a PoweWINDows – um novo tipo de conversor que vento em energia que tem potencial de ser visto em edifícios em breve.
Cortesia de University of Wollongong
Parece a coisa mais natural a ser feita, explorar a altura e a forma dos grandes edifícios, instalando turbinas eólicas para diminuir as necessidades de energia. No entanto, experiências passadas mostraram que não é assim tão simples. Além de gerar energia, as turbinas também produzem ruídos, vibrações e turbulências, o que significa que idealmente elas devem ser localizados no campo, ou afastados da civilização.
O Strata Tower, de Londres, foi saudado como o primeiro edifício a incorporar as tradicionais turbinas eólicas estruturalmente. Após sua conclusão, esperava-se que elas forneceriam mais de 8% das demandas de energia no edifício. No entanto, os moradores que haviam desembolsou milhares de dólares para os apartamentos de cobertura sob as turbinas não estavam muito contentes com o barulho acima. Agora, as turbinas passam a maior parte do tempo ociosas.
Os painéis podem ser usados autônomos ou em parques eólicos; Cortesia de University of Wollongong
Para anular este problema, o Professor Farzad Safaei passou quatro anos desenvolvendo a PowerWINDows, turbinas eólicas modulares, que mantém os ruídos das vibrações e os custos operacionais a um mínimo. Sua invenção é uma matriz de pequenos painéis dispostos em uma grade. Cada painel representa uma turbina em miniatura, que rotaciona na mesma direção do vento, ao contrário das tradicionais, que correm perpendicularmente a ele. Ao alterar o sentido de rotação, os painéis geram menos ruído e menos turbulências, ao mesmo tempo que colocam menos pressão sobre a estrutura de apoio. O resultado é um captador de energia que pode ser instalado em prédios altos, de maneira modular, permitindo que a matriz possa expandir-se gradualmente conforme necessário.
Ao colaborar com a empresa Birdon, a universidade espera desenvolver aplicações futuras, abrindo o caminho para um futuro onde as pessoas e as turbinas eólicas possam viver em harmonia.
O objetivo dos arquitetos foi erguer uma casa com pegada de carbono mínima, a começar pela escolha dos materiais, baseada em quatro fatores principais: redução do CO2, baixo custo, minimização da manutenção, e facilidade de acesso aos materiais em áreas próximas ao canteiro de obra.
Todos os materiais desta casa, em construção na Dinamarca, são recicláveis. Projetada pelos profissionais do estúdio Lendager Architects, esta residência recebe o nome de Upcycle House e é a primeira de outras cinco que serão construídas no mesmo terreno em Copenhague mantido por uma fundação chamada Realdania Byg.
Com quatro dormitórios e um banheiro, a casa tem salas e cozinha integradas, ocupando dois contêineres de descarte.
Perfis de madeira reciclada estão por toda parte e complementam a vedação com um tipo de isopor rígido feito de garrafas de vidro usadas. O isolamento das paredes internas é feito com jornais velhos e drywall reciclado, enquanto as externas são feitas com Richlite, um material local obtido a partir de resíduos de papel.
O piso é feito de um composto que combina plástico reciclado e aglomerado de madeira. As janelas, tijolos e portas são todos materiais de demolição. E as telhas que compõem a cobertura da casa é resultado do processamento de latas de alumínio comuns, de cerveja e refrigerante.
Você já tentou criar formas delicadas e complexas de madeira compensada, mas não pôde devido a rigidez e difícil manuseio do material? Pois bem, isso pode mudar em breve devido ao estúdio de design milanês MammaFotogramma.
Cortesia de MammaFotogramma
O estúdio criou uma espécie de “pele” de madeira flexível composta por partes triangulares de compensado.
A pele de madeira foi concebida para uma competição de design chamada Autoprogettazione 2.0, de que o estúdio participou. Inspirados pelo potencial que o novo material apresentava, o estúdio aplicou-o em uma parede de escaladas de uma academia em Montreal, projeto em que estavam trabalhando. No entanto, apesar do material ter sido usado “conceitualmente”, a técnica de produção deveria ainda ser aprimorada. Para isso, Giulio Masotti e Gianluca Lo Presti, membros do estúdio, se mudaram para Montreal, para um lugar perto da academia, para que pudessem experimentar diferentes materiais e componentes visando aperfeiçoar a técnica. O resultado é uma chapa de compensado formada por uma série de triângulos presos por uma malha vinílica.
Cortesia de MammaFotogramma
“Estavamos pesquisando uma solução que nos permitisse criar formas complexas” diz Masotti. “O que criamos é uma pele que permite nos concentrarmos na estrutura e que se adapta a ela, dando ao construtor total controle, podendo mudar as formas a qualquer momento durante o processo de construção.”
Cortesia de MammaFotogramma
O projeto da Woodskin está sendo patenteado e o grupo está ansioso para continuar desenvolvendo o material. A equipe iniciou uma colaboração com a Biffi carpintaria, em Milão; eles esperam investigar outros usos possíveis para o material, por exemplo em revestimentos e paredes flexíveis.
Cortesia de MammaFotogramma
“Graças às novas tecnologias, as estruturas estão ficando muito parecidas com nossos próprios corpos”, afirma Masotti. “Aqui está o esqueleto, suas juntas e músculos se expandem e contraem sob nossa pele, definindo nossos movimentos e postura. A Woodskin é simplesmente um modo conveniente e inovador de tornar isso visível.”
A cidade de Detroit, no Michigan, Estados Unidos, quer fazer nascer um novo negócio sustentável, que oferece simultaneamente valor económico, social e ambiental à comunidade.
Falamos de uma cidade que tem perdido população de forma constante ao longo dos últimos 50 anos, tal como muitas das suas instituições.
É para colmatar estas necessidades e lutar pelo fortalecimento da região que surgiu o projecto de um novo espaço capaz de permitir o encontro da comunidade, a partilha de experiências e a lógica de co-work entre freelancers e empresários. O melhor é que este espaço vai ser capaz de gerar receita, porque será também um hotel.
O edifício será feito de contentores de transporte de mercadorias, estruturas que se encontram empilhadas nos portos, já com poucas esperanças de voltarem a ser utilizadas. Trata-se, portanto, da reutilização inteligente de um recurso que existe em excesso na região e que apoia a sustentabilidade ambiental.
O projecto nasceu a partir da noção de que, cada vez mais, quando as pessoas visitam novos destinos desejam conhecer o local mas também as suas pessoas. Há um anseio pela diversidade e interacção. Este novo tipo de “turismo criativo” tem de contar naturalmente com a participação autêntica dos habitantes das cidades anfitriãs. É um sistema mutuamente benéfico tanto para o turista como para os habitantes e consiste numa forma sustentável de desenvolvimento económico e comunitário dos locais.
Em Detroit – e em muitos locais de Cabo Verde –, uma lógica deste género poder contribuir para gerar receitas e simultaneamente revitalizar as comunidades. A ideia consiste em oferecer experiências narrativas interactivas, educacionais e de entretenimento para todos os públicos.
Alguns visitantes podem apenas desfrutar tranquilamente de uma história pintada na parede do seu quarto no hotel. Outros podem participar num evento ao vivo no pátio público da estrutura ou jogar com a história interactiva projectada na parede do átrio. Outros podem até participar em workshops dinamizados pela universidade local ou por um grupo da comunidade, aprendendo coisas novas com os moradores locais. Interessante, não?
Em Detroit, o que começou como um hotel bastante simples, já evoluiu para um espaço da comunidade, que conta com o seu inteiro apoio, porque é o que as pessoas sentem que querem e precisam.